Paróquia Nossa Senhora Mãe da Divina Providência

Padre Pedro é nomeado Sacerdote Exorcista da Arquidiocese de Niterói

04/08/2015 16:56

Buscando responder as necessidades do povo de Deus, e ainda o pedido da Igreja universal, a Arquidiocese de Niterói delegou no último dia 03/08/2015, o padre Pedro Pereira Moraes, que reside atualmente na Paróquia Mãe da Divina Providência em Niterói, para a função de exorcista no território arquidiocesano.

Leia mais sobre o ministro e as condições para realizar o exorcismo:

13. O ministério de exorcizar os possessos é atribuído por licença peculiar e expressa do Ordinário do lugar, que normalmente é o Bispo diocesano. Esta licença deve ser concedida somente a um sacerdote dotado de piedade, ciência, prudência e integridade de vida 31 e especificamente preparado para esta função. O sacerdote a quem tal função é atribuída de modo estável ou ocasionalmente exerça esta obra de caridade com toda a confiança e humildade sob a orientação do Bispo diocesano. Neste livro, quando se diz «exorcista» deve entender-se sempre o «sacerdote exorcista».

14. O exorcista, no caso de se falar de alguma intervenção diabólica, antes de mais proceda necessariamente com a maior circunspecção e prudência. Em primeiro lugar, não creia facilmente que seja possesso do demónio alguém que sofra de alguma doença, especialmente psíquica.Também não aceite imediatamente que haja possessão quando alguém afirma ser de modo peculiar tentado, estar desolado e finalmente ser atormentado; porque qualquer pessoa pode ser iludida pela própria imaginação. Esteja ainda atento, para se não deixar iludir pelas artes e fraudes que o diabo utiliza para enganar o homem, de modo a persuadir o possesso a não se submeter ao exorcismo, sugerindo-lhe que a sua enfermidade é apenas natural ou do foro médico. Examine exactamente, com todos os meios ao seu alcance, se é realmente atormentado pelo demónio quem tal afirma.

15. Distinga rectamente entre os casos de ataque do diabo e aquela credulidade com que algumas pessoas, mesmo fiéis, pensam ser objecto de malefício, má sorte ou maldição, que terão sido lançados sobre elas ou seus parentes ou seus bens. Não lhes recuse o auxílio espiritual, mas de modo algum recorra ao exorcismo; pode, contudo, proferir algumas orações apropriadas, com elas e por elas, para que encontrem a paz de Deus. Também não deve ser recusado o auxílio espiritual aos crentes que o Maligno não atinge (cf. 1 Jo 5, 18), mas são por ele fortemente tentados, quando querem guardar a sua fidelidade ao Senhor Jesus e ao Evangelho. Isto pode ser feito por um presbítero que não seja exorcista, e mesmo por um diácono, utilizando preces e súplicas apropriadas.

16. O exorcista não proceda à celebração do exorcismo antes de confirmar, com certeza moral, que o exorcizando está realmente possesso do demónio 33 e, quanto possível, com o seu assentimento. Segundo a prática comprovada, consideram-se como sinais de possessão do demónio: dizer muitas palavras de língua desconhecida ou entender quem assim fala; revelar coisas distantes e ocultas; manifestar forças acima da sua idade ou condição natural. Estes sinais podem fornecer algum indício. Como, porém, os sinais deste género não são necessariamente atribuíveis à intervenção do diabo, convém atender também a outros, sobretudo de ordem moral e espiritual, que manifestam de outro modo a intervenção diabólica, como p. ex. a aversão veemente a Deus, ao Santíssimo Nome de Jesus, à Bem-aventurada Virgem Maria e aos Santos, à Igreja, à palavra de Deus, a objectos e ritos, especialmente sacramentais, e às imagens sagradas. Finalmente, por vezes é preciso ponderar bem a relação de todos os sinais com a fé e o combate espiritual na vida cristã, porque o Maligno é principalmente inimigo de Deus e de tudo o que relaciona os fiéis com a acção salvífica.

17. Sobre a necessidade de utilizar o rito do exorcismo, o exorcista julgará com prudência depois de diligente investigação, guardando sempre o segredo de confissão, e consulte, na medida do possível, peritos em ciência médica e psiquiátrica, que tenham a sensibilidade das realidades espirituais.

18. Nos casos que afectam um não católico e outros mais difíceis, entregue-se a solução ao Bispo diocesano, que, como medida de prudência, pode pedir a opinião a alguns peritos antes de tomar a decisão acerca do exorcismo.

19. O exorcismo deve realizar-se de modo que se manifeste a fé da Igreja e não possa ser considerado por ninguém como acção mágica ou supersticiosa. Tenha-se o cuidado de não fazer dele um espectáculo para os presentes. Todos os meios de comunicação social estão excluídos, durante a celebração do exorcismo, e também antes dessa celebração; e concluído o exorcismo, nem o exorcista nem os presentes divulguem qualquer notícia a seu respeito, mas observem a devida discrição.
Fonte: Ritual de Exorcismo.

 

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